BroadChain informa que, em 28 de abril, no Carnaval Web3 de Hong Kong, o Ethereum apresentou duas narrativas distintas. Vitalik Buterin focou em segurança, descentralização, resistência quântica e sustentabilidade de longo prazo, enfatizando o valor do protocolo Ethereum como um "quadro de avisos público" e "computação compartilhada". Já instituições como BitMine e BlackRock veem o ETH de forma mais direta como um "ativo gerador de rendimento" que pode produzir rendimentos de staking e ser incluído em balanços patrimoniais.
Essa divisão não é uma oposição, mas sim um suporte mútuo. O roteiro de Vitalik — incluindo escalabilidade, abstração de contas, assinaturas pós-quânticas, ZK-EVM e Lean Consensus — visa garantir a confiabilidade de longo prazo do Ethereum, que é o pré-requisito para que instituições ousem manter e fazer staking de ETH em grande escala. Até 24 de abril, a BitMine detinha cerca de 4,976 milhões de ETH, representando 4,12% da oferta total, dos quais 70% estavam em staking. O produto ETHB da BlackRock encapsula a exposição ao preço do ETH e os rendimentos de staking dentro de uma estrutura tradicional de gestão de ativos, reduzindo a barreira de entrada para capital tradicional.
A própria Ethereum Foundation também começou a utilizar ativamente a propriedade geradora de rendimento do ETH. Em 24 de fevereiro, lançou a Treasury Staking Initiative, colocando cerca de 70.000 ETH em staking, com os rendimentos destinados a apoiar o desenvolvimento do ecossistema. Esse movimento indica que, desde instituições até a fundação, o ETH está sendo redefinido como uma forma híbrida entre commodity digital, ativo de infraestrutura e ativo gerador de rendimento.
A ressonância entre as duas perspectivas está em: Vitalik eleva o limite inferior de segurança do Ethereum no aspecto técnico, enquanto as instituições, por meio de staking e influxo de capital, elevam seu limite inferior econômico. O quadro de avaliação do ETH, portanto, não depende mais apenas do sentimento do mercado, mas começa a incorporar indicadores tradicionais, como taxa de rendimento de staking, oferta e queima. Esta pode ser a mudança mais importante do Ethereum em 2026 — ele evoluiu de uma rede impulsionada por uma única narrativa para uma infraestrutura que precisa ser definida por perspectivas técnicas e de capital simultaneamente.
