A BroadChain apurou que a corretora coreana de criptoativos Bithumb anunciou, em 2 de abril, o adiamento de sua Oferta Pública Inicial (IPO) para depois de 2028. O prazo representa um novo atraso em relação à meta anterior de listagem no segundo semestre de 2025.
Um executivo da empresa afirmou que o foco agora será "preparar o terreno para a listagem até 2027".
Durante a Assembleia Geral Anual, o CFO da Bithumb, Jeong Sang-gyun, declarou que, após firmar um contrato de consultoria para a IPO com a Samjong KPMG, a exchange está "reforçando suas políticas contábeis e controles internos". O acordo de consultoria se estenderá até o final de 2027, com a expectativa de que o processo de listagem seja concluído após esse período.
Na mesma assembleia, o CEO Lee Jae-won foi reeleito para um novo mandato de dois anos. Sob sua gestão anterior, a Bithumb foi penalizada pelas autoridades regulatórias sul-coreanas com uma suspensão operacional de seis meses e uma multa de 24 milhões de dólares, devido a supostas violações das normas de combate à lavagem de dinheiro (AML).
Apesar de ter gerado uma receita de aproximadamente 43 bilhões de dólares em 2025 e elevado sua participação de mercado para mais de 30%, uma série de problemas internos e regulatórios recentes tem pressionado os planos de IPO da exchange. Um dos incidentes mais graves foi uma "operação incorreta": a plataforma distribuiu erroneamente cerca de 620 mil bitcoins (avaliados, na época, em aproximadamente 43 bilhões de dólares) durante uma campanha promocional. Embora a maior parte dos recursos tenha sido recuperada, o caso desencadeou uma investigação pelas autoridades financeiras do país.
Em paralelo, a Dunamu, operadora da outra grande exchange sul-coreana Upbit, também planeja realizar sua IPO após concluir uma troca de ações com a Naver Financial, com previsão de listagem para setembro de 2026.
