Segundo informações do NewsBTC divulgadas pela BroadChain, a corretora americana Charles Schwab está dando um passo agressivo no mercado de criptomoedas. A empresa, que tem uma base de clientes muito maior do que a maioria das plataformas financeiras dos EUA, está entrando no setor com taxas mais baixas que as de seus principais concorrentes.
A corretora, sediada no Texas, já iniciou as negociações à vista de BTC e ETH por meio de sua plataforma Schwab Crypto, operada pelo Schwab Advanced Bank. No entanto, o serviço ainda não está totalmente disponível ao público. A liberação será feita em etapas: primeiro, um teste interno para funcionários; depois, a abertura de uma lista de espera para clientes. O lançamento mais amplo está previsto para até o final do segundo trimestre de 2026. Por enquanto, clientes dos estados de Nova York e Louisiana não podem participar.
A Charles Schwab administra cerca de US$ 1,5 trilhão em ativos e conta com aproximadamente 46 milhões de correntistas ativos, atendidos por 16 mil consultores financeiros — um potencial de alcance impressionante. A empresa definiu sua taxa de negociação em 0,75%, abaixo da taxa de 1% cobrada pelo serviço de criptomoedas da Fidelity, garantindo uma vantagem concreta em termos de preço.
No entanto, a Charles Schwab não chega sozinha nesse mercado. A Robinhood, por exemplo, já atua há anos no setor, oferecendo mais de 15 criptomoedas e suportando transferências para carteiras externas — enquanto a Schwab começa apenas com BTC e ETH. Relatórios indicam que a empresa planeja adicionar mais criptomoedas e ferramentas de IA no futuro, visando atender à crescente demanda dos investidores por carteiras mistas, com ativos tradicionais e criptoativos. A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo para diversificar suas fontes de receita.
No mesmo dia do anúncio de sua entrada no mercado de criptomoedas, a Charles Schwab divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2026: a receita líquida cresceu 16% em relação ao ano anterior, atingindo o recorde de US$ 6,48 bilhões — valor ligeiramente abaixo da expectativa dos analistas, de US$ 6,5 bilhões. O resultado levou suas ações a caírem 7,70% no dia, fechando a US$ 92,51.
Na mesma data, impulsionado por fortes entradas de capital em ETFs à vista e pelo otimismo em relação a um possível cessar-fogo entre EUA e Irã, o Bitcoin atingiu US$ 75.000. Já o Ethereum caiu 0,75%, para US$ 2.355, após um grande detentor vender cerca de 120 mil ETH (equivalente a quase US$ 60 milhões) para realizar lucros.
A entrada da Charles Schwab soma mais um nome importante à lista de instituições financeiras tradicionais que oferecem acesso direto a criptoativos, acelerando a integração do Bitcoin e do Ethereum ao dia a dia dos investimentos convencionais.
