比特币价格回暖,矿机断货,矿场却没人了

Preço do BTC se recupera, máquinas mineradoras esgotadas, mas fazendas de mineração ficam vazias

BroadChainBroadChain04/02/2020, 18:06
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Resumo

Uma mudança iminente representa outro "grande teste" para a indústria mineira chinesa.

Fonte: Babbitt, autor: Wang Jiajian

Às 9h30 do dia 3 de fevereiro, as ações A (listadas na Bolsa de Xangai) retomaram as negociações após o recesso do Ano Novo Lunar. Sob o impacto do novo coronavírus, porém, quase 3.000 ações atingiram o limite diário de queda. Dados mostram que os títulos relacionados à tecnologia blockchain também despencaram mais de 9%, com apenas 7 das 217 ações do conceito de blockchain registrando alta.

No entanto, durante o feriado, o Bitcoin apresentou um movimento contrário ao mercado tradicional, valorizando-se cerca de US$ 1.000. Às 9h30 do dia 3, o preço do BTC subiu rapidamente para US$ 9.600, atingindo a máxima em três meses. De acordo com dados da QKL123, esse aumento de US$ 1.000 já fez o sentimento do mercado migrar de "medo" para "ganância".

Em 28 de janeiro, a dificuldade de mineração do Bitcoin foi ajustada para 15,47 T, um aumento de 4,67%. Com base nisso, estima-se que o poder de hash médio tenha atingido cerca de 110 EH/s, um novo recorde desde o lançamento do Bitcoin. A BTC.com prevê que, em sete dias, a dificuldade subirá para 16,13 T, com um novo aumento de 4,31%.

Este início de ano deveria ser positivo para o setor de mineração de Bitcoin. No entanto, devido ao surto, a mineração de BTC não está ocorrendo de forma tranquila.

Recuperação do preço do BTC, escassez de máquinas mineradoras e ausência de pessoal nos data centers de mineração

▲ Última dificuldade de mineração do Bitcoin exibida pela BTC.com

Estoque zerado! Preços das máquinas devem subir em fevereiro e março

Devido ao surto, empresas como Bitmain, Canaan, MicroBT (marca da máquina "Whatsminer") e Innosilicon anunciaram o adiamento da produção, expedição e serviços pós-venda. Atualmente, a retomada das fábricas está prevista para por volta de 10 de fevereiro. Para os fabricantes, os principais impactos são a retomada das operações fabris, a logística de entregas e os reparos técnicos.

Chen Feng, Diretor de Vendas da Canaan, disse à Babbitt que os efeitos do surto nos fabricantes podem ser resumidos em três pontos:

Primeiro, os grandes fabricantes têm estoque muito baixo no momento. É razoável prever que os preços das máquinas mineradoras de Bitcoin subirão em fevereiro e março.

Segundo, as fábricas ainda não retomaram as operações. A previsão é que a reabertura ocorra entre 15 e 20 de fevereiro, e de forma gradual, pois nem todos os trabalhadores voltarão de imediato. A produção em fevereiro certamente será afetada.

Terceiro, a expedição depende principalmente da SF Express e da Deppon Logistics. A Deppon ainda não retomou as operações, enquanto a SF Express só oferece serviço expresso, com custo elevado. Além disso, políticas locais em regiões como Xinjiang, Sichuan e Mongólia Interior restringem a entrada de veículos de outras áreas, o que também prejudica a logística.

Chen Feng acrescentou que, segundo suas informações, os trabalhadores dos data centers de mineração no oeste da China ainda não retornaram, o que dificulta a colocação de novas máquinas em operação. O paradoxo é que, justamente agora com a valorização do Bitcoin, a demanda do mercado aumenta.

Para a MicroBT, a situação é semelhante. Zhang Wencheng, Diretor de Vendas da MicroBT, publicou em suas redes sociais: "Estamos disponibilizando a máquina mineradora M20S (52W/T), com expedição prevista para após 10 de fevereiro. Após a retomada, enviaremos imediatamente."

Ele explicou à Babbitt que levará tempo até a normalização total — em Guangdong, por exemplo, a retomada só ocorre após 10 de fevereiro. Mesmo que consigam expedir, os data centers continuarão sem pessoal para operar.

Liu Kuan, CEO da Jiejie Mining, empresa especializada em distribuição e hospedagem de máquinas, contou à Babbitt que, embora ainda use a SF Express para envios, o custo médio por remessa saltou de ¥50 para ¥155 devido ao transporte aéreo. Como distribuidora, ela reconhece algum impacto, mas não tão grave — por enquanto, ainda consegue vender.

Falta de pessoal! Quem está fora não entra, quem está dentro não sai

Os fabricantes e distribuidores estão preocupados, mas os compradores também enfrentam dificuldades.

Jiang Zhuo'er, fundador da pool de mineração "Laibit", publicou em seu Weibo que a situação dos principais data centers do país é crítica: "O transporte e o abastecimento foram interrompidos em várias regiões, e a mobilidade das pessoas está severamente restrita. Em Xinjiang, a situação é extrema: quem chega à região deve cumprir quarentena obrigatória de 20 dias. Assim, as empresas não conseguem retomar as atividades. Antes do Ano Novo, deixamos metade da equipe de plantão, mas agora há grave escassez de mão de obra. Isso reduziu a taxa de operação contínua das máquinas. O principal impacto está em data centers com construção interrompida ou cortes de energia, onde milhares de máquinas estão paradas."

Atualmente, o período de águas altas em Sichuan já terminou, e a principal área de mineração passou a ser Xinjiang, que depende de termelétricas. No entanto, como destacado por Jiang Zhuo'er, as políticas de controle em Xinjiang são extremamente rigorosas.

Yin Changming, fundador da fabricante "Xiaoqiang", informou à Babbitt que a empresa é especializada em soluções personalizadas de mineração e também opera com máquinas próprias em data centers. Diante do surto, a empresa decidiu redirecionar parte de sua capacidade computacional para clientes cujas encomendas não puderam ser entregues. Quanto aos data centers, os impactos em Sichuan e Guizhou são menores, sendo Xinjiang o ponto crítico.

Como exemplo, ele citou um data center com 4.000 máquinas, onde, durante o feriado, estava programado um turno de quatro técnicos: eles entravam para trabalhar e voltavam para a área residencial. No entanto, devido às restrições, três foram impedidos de acessar o local, restando apenas um responsável por toda a operação. Esse técnico não pode sair e depende de entregas periódicas de suprimentos.

Yin Changming comentou que, atualmente, máquinas com defeito não podem ser enviadas para reparo — os técnicos locais precisam resolver os problemas com peças disponíveis no local. Felizmente, o fornecimento de energia e a conectividade em Xinjiang têm sido estáveis, evitando quedas generalizadas no poder computacional. "Acredito que o único problema real continua sendo o processo de reparo", concluiu.

Mudança à vista: mais um "grande teste" para a mineração chinesa

Faltam cerca de três meses para o halving do Bitcoin. Ao mesmo tempo, o surto do novo coronavírus já impacta políticas e economias globais, além de eventos como o Brexit...

Somados, esses eventos levaram o mercado a interpretar esta alta do Bitcoin como o início da "fase pré-halving", sinalizando que os investidores começam a ter expectativas positivas sobre a valorização futura do ativo.

Contudo, será que o Bitcoin realmente se beneficia da "instabilidade global"? Não há fundamentação teórica clara para isso. Será uma explosão de alta ou uma queda acentuada? Essa talvez seja a resposta que todos buscam para 2020.

Atualmente, a grande maioria dos fabricantes globais de máquinas e empresas de mineração está na China. Assim, o impacto do surto representa um desafio significativo para todas.

A Canaan, listada em bolsa; a Bitmain, líder do setor; e a MicroBT, nova promessa do mercado — todas enfrentam esta crise. Mas, como diz o ditado, "na crise está a oportunidade". Quem conseguirá se destacar no primeiro trimestre? Quem desenvolverá novas estratégias? Essas questões provavelmente serão os principais destaques do setor nos próximos meses.