从“能不能买”到“能不能抵押买房”:房利美进场,加密资产加速融入主流金融

De 'Posso comprar?' para 'Posso usar como garantia para uma hipoteca?': A Freddie Mac entra em cena, acelerando a integração de ativos cripto ao sistema financeiro tradicional

BroadChainBroadChain26/03/2026
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Resumo

Ativos cripto estão se transformando de instrumentos especulativos em ativos elegíveis como garantia

A BroadChain identificou uma evolução significativa no debate sobre criptomoedas: em 2017, a questão central era "se era possível comprar criptomoedas"; já em 2026, o foco mudou para "se é possível usar criptomoedas para comprar imóveis". Os ativos digitais estão, claramente, em transição — de "ativos especulativos" para "ativos que podem ser dados como garantia".

O sinal mais recente dessa tendência vem de um peso-pesado do setor imobiliário norte-americano: a Fannie Mae. A empresa, de capital misto e que ganhou notoriedade durante a crise do subprime de 2008, está agora adentrando discretamente o mercado de hipotecas lastreadas em criptoativos.

De acordo com informações do setor, a corretora de crédito imobiliário Better Home (NASDAQ: BETR) e a exchange de criptomoedas Coinbase (NASDAQ: COIN) lançaram em conjunto um produto inovador. Nele, ao solicitar um financiamento habitacional, o comprador pode usar suas criptomoedas como garantia para pagar a entrada, sem precisar convertê-las antes em moeda fiduciária.

Embora hipotecas com lastro em criptoativos não sejam um conceito totalmente novo — já existem produtos similares no mercado —, a grande novidade é o envolvimento da Fannie Mae.

Nesse modelo ideal, é possível: comprar um imóvel → usar criptoativos como garantia para a entrada → obter o financiamento → e, enquanto o valor do imóvel aprecia, o proprietário mantém a posse integral de suas criptomoedas.

A Fannie Mae atua essencialmente como uma "bomba de capital" no mercado hipotecário dos EUA. Fundada em 1938, com apoio do governo federal e regulada pela Agência Federal de Financiamento Habitacional (FHFA), seu principal objetivo é facilitar o acesso à moradia para famílias de média e baixa renda. Sua função central não é conceder empréstimos diretamente, mas comprar hipotecas originadas por bancos, liberando capital para novas operações e garantindo fluxo contínuo de crédito.

Durante a crise do subprime em 2008, tanto a Fannie Mae quanto a Freddie Mac enfrentaram colapsos financeiros e foram colocadas sob conservadoria governamental; a quebra do Lehman Brothers se tornou o marco simbólico da crise financeira global.

Agora, a entrada da Fannie Mae no apoio a hipotecas lastreadas em criptoativos envia um sinal claro: o sistema financeiro tradicional está começando a levar os ativos digitais a sério e a integrá-los progressivamente à infraestrutura financeira formal.